Oito Empresas de Tecnologia Firmam Compromisso com a Unesco para Desenvolvimento Ético de IA -

Oito Empresas de Tecnologia Firmam Compromisso com a Unesco para Desenvolvimento Ético de IA

Anúncios

Nesta segunda-feira (5), durante o segundo Fórum Mundial da Unesco sobre Inteligência Artificial, oito empresas de tecnologia, incluindo Microsoft e Telefónica, comprometeram-se a construir uma inteligência artificial (IA) “mais ética” em conformidade com o marco de princípios da Unesco.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou em 2021 a Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial, um instrumento baseado na “proteção e promoção dos direitos humanos, a dignidade humana e a garantia da diversidade e inclusão”.

Anúncios

As empresas signatárias do acordo, que incluem Microsoft, Telefónica, GSMA, Lenovo, INNIT, LG AI Research, Salesforce e Mastercard, comprometeram-se a integrar os valores e princípios do marco da Unesco “ao desenvolver e implementar sistemas de IA”, conforme comunicado oficial.

Em 5 de fevereiro de 2024, durante o segundo Fórum Mundial da Unesco sobre Inteligência Artificial, realizado em Kranj, Eslovênia, oito empresas de tecnologia anunciaram um compromisso conjunto para promover o desenvolvimento ético da inteligência artificial (IA). As signatárias deste acordo são Microsoft, Telefónica, GSMA, Lenovo, INNIT, LG AI Research, Salesforce e Mastercard. Essas corporações se comprometeram a alinhar seus processos de desenvolvimento e implementação de sistemas de IA aos princípios estabelecidos pela Unesco, visando garantir que a evolução tecnológica respeite os direitos humanos e promova o bem-estar social.

Contexto e Importância do Compromisso

A inteligência artificial tem se consolidado como uma das tecnologias mais transformadoras do século XXI, com aplicações que abrangem desde assistentes virtuais até diagnósticos médicos avançados. No entanto, seu rápido avanço levanta preocupações éticas significativas, incluindo vieses algorítmicos, privacidade de dados, desinformação e impactos no mercado de trabalho. Reconhecendo esses desafios, a Unesco desenvolveu um marco de princípios para orientar o desenvolvimento e a implementação responsável da IA, enfatizando a necessidade de salvaguardar os direitos humanos e assegurar que os benefícios da tecnologia sejam amplamente distribuídos.

Anúncios

O pacto estabelece a obrigação de “garantir os direitos humanos no projeto, desenvolvimento, compra, venda e uso da IA”. Além disso, incentiva a atuação com devida diligência para “cumprir as normas de segurança e identificar os efeitos adversos da IA”, visando preveni-los e mitigá-los.

Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, afirmou no comunicado que essa aliança entre o setor público e privado é fundamental para construir uma IA em prol do bem comum. O acordo foi assinado em Kranj, na Eslovênia.

Detalhes do Acordo

As empresas signatárias comprometeram-se a integrar os valores e princípios delineados pela Unesco em todas as etapas de seus processos relacionados à IA. Isso inclui desde a concepção e desenvolvimento até a comercialização e utilização de sistemas de inteligência artificial. O pacto enfatiza a obrigação de garantir que os direitos humanos sejam respeitados em todas as fases, promovendo transparência, equidade e responsabilidade nos sistemas de IA.

Desafios e Considerações Críticas

Embora o compromisso represente um passo significativo em direção a uma IA mais ética, é crucial reconhecer os desafios inerentes à sua implementação. A natureza não vinculativa do acordo pode limitar sua eficácia, especialmente quando confrontada com os interesses comerciais das empresas envolvidas. Além disso, a definição e a aplicação de princípios éticos podem variar significativamente entre diferentes culturas e jurisdições, tornando a padronização um desafio complexo. A Unesco e as empresas signatárias precisarão trabalhar em conjunto para desenvolver métricas claras e mecanismos de responsabilização que garantam a adesão aos princípios acordados.

Perspectivas Futuras

O compromisso firmado por essas oito empresas pode servir como um modelo para outras organizações no setor de tecnologia, incentivando uma adoção mais ampla de práticas éticas no desenvolvimento de IA. No entanto, a eficácia desse acordo dependerá da implementação concreta dos princípios estabelecidos e da disposição das empresas em priorizar considerações éticas, mesmo que isso possa, em alguns casos, entrar em conflito com objetivos comerciais. A comunidade internacional, incluindo órgãos reguladores, organizações não governamentais e o público em geral, desempenhará um papel vital na monitoração e na cobrança de transparência e responsabilidade das empresas signatárias.

Conclusão

O compromisso assumido por Microsoft, Telefónica, GSMA, Lenovo, INNIT, LG AI Research, Salesforce e Mastercard, em colaboração com a Unesco, representa um avanço significativo na busca por um desenvolvimento ético da inteligência artificial. Embora desafios persistam, essa iniciativa destaca a crescente conscientização sobre a importância de alinhar o progresso tecnológico com valores humanos fundamentais. A implementação efetiva desses princípios exigirá esforços contínuos de todas as partes envolvidas, garantindo que a IA contribua positivamente para a sociedade e respeite os direitos e a dignidade de todos os indivíduos.